14.2.12

Sobre amor, solidão e samba.

Capitulo 2 - 14 de fevereiro de 2012, 4:16 am


(P/: Victor Barbeiro)


desculpe entregar como presente uma narrativa pobre. as vezes alguns silêncios. eu, que sempre fui da solidão, vejo que a órbita do meu quarto acolheu com carinho a televisão e o vídeo-game, chinelos espalhados e algumas roupas. mas parece que esse espaço não me acolhe mais tão bem quando estou sem o dono disso tudo do meu lado.


eu era sozinha.


hoje eu fui pro samba. e o samba soa como ouvir uma oração. no meio da multidão eu me peguei isolada, pedindo junto com a canção que nossa amizade não morra nunca. antes de tudo te tenho como meu amigo, e o melhor deles. pois é pra você que eu dedico 
minha lealdade
e toda minha falta de egoísmo
quando te deixo participar de cada detalhe da minha vida.


me entrego. te entrego


admiração, respeito, tesão
e peço pra que você me aperte, com força e fale sempre, pra que eu te escute.


atenta, alegre. orgulhosa de ter você como companheiro.
quando acordo no meio da noite com seu abraço
que preenche 
qualquer falta.


(saiba que
com você eu vou pra qualquer lugar.)


porque te amo 
nas crises, nas calmarias
engulo meus medos, 
minha insegurança de menina
faço meu melhor.


e peço, pra que nosso amor viva, resista. que haja proteção. que você tenha força. que eu tenha força pra lutar no cotidiano nosso de cada dia, na multidão, engarrafamento, rotina, pessoas, horários, cobranças e pressões. 


no meio dessa cidade inteira tive a sorte de encontrar você,
que me beija
me acalma
e me faz feliz.


(com os pés já moídos eu peço que independente do nosso amor
 sua felicidade 
seja plena.)


se eu for pro samba, meu amor
que você tenha confiança
pois no peito eu carrego
uma aliança
(que você me deu)
e todo carinho, que nunca tive
por ninguém.




e tento
expressar de algum jeito, toda a gratidão das coisas que você me traz. mas me perco em qualquer pensamento. múltiplos desejos, te quero exatamente como você é. em cheiros, cores e as poucas sardinhas do seu rosto. na soma desses detalhes a solidão deixa de ser. 


e agora eu sou, 
uma prece 
por dois.